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Mulheres que Inspiram: Conheça histórias de vida que inspiram

Neste mês de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a RBD Imagem promoveu a Campanha “Mulheres que amam, lutam e inspiram”. Histórias de vida de duas colaboradoras foram compartilhadas como protagonista da campanha. Leia a íntegra das histórias de Iucherline Sacramente, gerente de contratos, e Adriana Nogueira, técnica em radiologia:

Ser mulher. Ser negra. Ser de origem periférica. E também – depois de ser auxiliar de serviços gerais, caixa, assistente, recepcionista e analista -, ser esposa, mãe, psicóloga e gerente. A protagonista dessa história, que poderia ser mero esforço de ficção, se chama Iucherline Sacramento, ou simplesmente Line. Sorriso fácil, olhar firme, conversa envolvente, ela não desanima. Ou pelo menos evita transparecer desânimo diante de sua equipe, familiares e amigos, uma característica forjada pelas adversidades que enfrentou. Hoje, Line gerencia os contratos da RBD Imagem em quatro cidades do interior da Bahia: Vitória da Conquista, Jequié, Guanambi e Ilhéus. Sob sua gestão, mais de 100 colaboradores. Line não espera acontecer, ela faz. Foi assim aos 14 anos, quando começou a trabalhar, ainda como aprendiz. Foi assim quando deixou um emprego na indústria, de carga-horária pesada, para se tornar – ao mesmo tempo – auxiliar de serviços gerais e vendedora, conciliando com a faculdade que o “bolso permitia pagar”. Foi assim também, quando ainda como analista de RH na RBD, aceitou o convite para deixar Salvador, a família, os amigos, e se tornar gerente de contratos, com residência no interior do estado. O novo cargo, a nova cidade, os novos desafios lhes colocaram diante das mais diversas situações: desde ficar longe do filho pequeno por dois meses, até esperar mais de quatro horas para ser recebida por um fornecedor devido a sua “cor e aparência”. Poucas coisas, porém, abalaram tanto Line quanto receber o diagnóstico definitivo que atestou que seu filho possui autismo. Ela, segundo conta, naquele momento viveu o “luto do filho perfeito”. “Chorei copiosamente por duas horas. Meu marido estava tranquilo, até que começou a ficar desesperado com o meu desespero, porque as pessoas não estavam acostumadas a me ver naquele estado”, relatou. Mas as lágrimas aos poucos foram robustecendo a resiliência que a vida lhe deu. Line não segura a emoção ao lembrar do maior ensinamento que Gustavo, seu filho, lhe trouxe: a humildade. “Com Gustavo, eu entendo o que é precisar e aceitar a ajudar do outro”, revelou. Hoje, Line ajuda outras mães de crianças autistas a superar esse momento da “descoberta”. Compartilha não só a experiência pessoal, mas também de profissional da psicologia. Ser forte e ao mesmo tempo sensível. Ser corajosa e ao mesmo tempo temer. Ser independente e ao mesmo tempo precisar. Ser Line.

A terça-feira, 13 de janeiro, parecia mais um dia normal. Adriana acordou, se preparou para ir ao trabalho e deixou em casa, ainda dormindo, o filho João Miguel, acompanhado das filhas Gabriela e Maria Clara, mais velhas. As horas seguintes desse dia foram as mais angustiantes da vida de Adriana. Técnica em radiologia no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), ela ingressou na RBD Imagem em 2015, ainda no início da empresa – família que a abraçou ainda mais forte naquele 13 de janeiro. O relógio marcava 10h35. Como de costume, do trabalho, Adriana ligou para casa, para saber se tudo transcorria bem. Do outro lado da linha, aflita, sua filha informara que João Miguel, o irmão de apenas 2 anos, não estava dentro de casa. Acidentalmente, João saiu pela porta da frente e acabou caindo na piscina. Adriana, ainda por telefone, tentou manter-se calma e orientar a filha para os primeiros socorros. Ato contínuo, João Miguel foi encaminhado para o HGVC. “Sabia que ali poderia contar com apoio de todos no atendimento ao meu filho, como de fato aconteceu”, conta Adriana. Porém, a hora mais difícil chegou: às 12h05, a equipe médica constatou o óbito do pequeno João. “Meu filho era como um dia de sol mais lindo do mundo”, lembra Adriana sob lágrimas. E agora? Como seguir adiante? Pouca coisa parecia fazer sentido naquele momento. A comoção tomou toda equipe de plantão, dos colegas, dos amigos. Após uma semana, a dor e o luto, ainda fortes, foram enfrentados por Adriana. “Voltei a trabalhar, foi melhor para mim, preferi voltar a encarar a vida”, afirmou. Três meses depois do ocorrido, ela se diz mais forte: “Tenho contado muito com Deus, minha família e colegas de trabalho, peças essenciais na minha superação”, revela. João Miguel veio, mas não demorou. Sua alegria, seu sorriso, seu afeto, no entanto, ficaram. E hoje são como combustíveis que movem a Adriana mulher, mãe, esposa, profissional; Que a ajudam, sobretudo, a aplacar a dor nascida naquele 13 de janeiro.

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